Namorar um estudante

Pensando em desistir

2020.10.17 18:12 MenteConfusa Pensando em desistir

Esse desabafo foi extremamente necessário, feito por uma pessoa muito confusa com tudo, que não consegue colocar seus pensamentos em organização e alcançar suas metas e objetivos. Eu sei, ficou realmente grande, mas é uma forma de eu mesmo tentar me ajudar, colocando tudo o que dói pra fora, visto que não converso com ninguém sobre isso, o que talvez seja mais um problema que só percebi agora
Escrevam sobre o tópico que lhes interessa e já vai me ajudar muito, dificilmente alguém vai ter um bom conselho pra tudo
Sou um rapaz de 20 anos com muitos sonhos, muitas metas pro futuro mas que não consegue colocar tudo em prática. Não sei se o que me falta é foco, ação ou o que mais. Na verdade quando penso o que quero e preciso fazer minha mente gira por tantos assuntos que não consigo organizar meus pensamentos e metas, foi daí que comecei a escrever pra dar um rumo
Geralmente passo meus dias fazendo algumas coisas que vão dar resultado a longo prazo, como tentando cuidar da minha aparência, do meu corpo e fazendo as obrigações diárias. Acabei o ensino médio há um tempo e não encontrei nenhuma faculdade que tenha o que realmente quero. Eu vejo faculdade como uma encheção de saco gigante, eles colocam matérias só pra cumprir com o que o MEC pede e quem se fode é o estudante que perde muito tempo. Eu tava procurando alguma facul rápida por aqui que tenha a ver com gestão, administração, empreendedorismo, marketing, vendas, mas não encontrei ainda uma de qualidade que seja tecnólogo (2 anos e meio de graduação)
Todo o meu ensino até hoje foi público e de péssima qualidade. As vezes nem tinha aula e os professores lecionavam em áreas que não estudaram, o que tornava tudo ainda pior pra absorver. A estrutura era ruim, os professores eram ruim, os alunos eram ruins e você não tinha nada no que se espelhar. No fundamental sofri um pouco de bullying que foi o suficiente pra me traumatizar por um tempo, sempre que eu pensava em ir para a escola me dava calafrios. Se não fosse o meu melhor amigo, eu teria reprovado, ele era a única inspiração e motivação que eu tinha, fazíamos as atividades juntos e um se espelhava no outro, pois éramos os melhores da escola (título fácil de alcançar)
Minha família não é muito de conversar sobre os problemas, isso já é de muito tempo e é meio que cultural entre nós. Não converso sobre nada com meu pai, mas ele quase sempre me deu tudo o que preciso, é uma pessoa liberal, me deixando sair quando quiser e o tempo que quiser, só não gosta que eu mude minha aparência ou se envolva com cigarro ou coisa pior, beber pode. O que mais me deixa confortável é que ele não me pressiona de forma nenhuma sobre eu não estar trabalhando ou não dar nenhuma atualização sobre o que quero fazer, na verdade não sei nem se ele se importa tanto com o que quero, só com que eu consiga logo. Esse tempo é muito importante para um jovem que ainda precisa se decidir e precisa de tempo pra bolar algo que dê certo. Se não fosse pelo PS2 que ele me deu quando eu tinha uns 7 anos, eu não teria aprendido inglês cedo, o que prejudicaria muito das coisas que sei hoje e pior, eu procuraria lazer na rua, com amigos aqui da favela que seguiram por caminhos não convencionais de se ganhar dinheiro, e provavelmente eu faria o mesmo. Meu pai é a pessoa que eu mais amo no mundo, uma das minhas metas é ter uma boa relação com ele
Meu pai tem problemas de saúde como diabetes e pressão alta e não importa o que aconteça ele continua se alimentando mal, mesmo sabendo do pior. Eu sinto que ele pode morrer e se isso acontecer eu não vou me perdoar nunca. Eu fico puto pois passamos por um problema recente e ainda assim ele ainda não mudou, problema esse que vou citar agora
Recentemente minha mãe morreu, mas eu não me sinto confortável em contar os detalhes aqui. Meu pai foi essencial pra resolver toda a situação, mesmo os dois sendo separados há anos, ele tankou a maior parte da dor por mim e minha irmã.
Acredito que prevenir é a melhor coisa que existe pra viver bem com a própria mente, anotar todos os problemas e desejos e fazer eles o mais rápido o possível, para que você saiba que quando algo de ruim aconteça, você fez o possível. O problema é que não consigo, meu bloco de notas fica cada vez mais cheio, tem coisas de um ano atrás que não concluí ainda
O que mais me ajudaria agora é fazer dinheiro com algo que eu gosto. Prezo muito o tempo e sei que é a moeda mais valiosa que existe, então eu não gosto de gastar meu tempo com um trabalho que eu nao gosto, mas a ironia está em que eu gasto muito meu tempo com coisas inúteis no celular, quando poderia estar fazendo dinheiro com algo que não gosto. Sou burro
Sonho em ganhar dinheiro enquanto evoluo minhas próprias habilidades e coisas que eu gosto, ajudando pessoas e a mim mesmo. Talvez com assuntos políticos, religiosos, comunicativos, ajudando pessoas, evoluindo a mim mesmo, espiritualidade, jogos, lore, curiosidades, entretenimento, ajuda aos animais e blá blá blá. Uma plataforma que eu conseguiria fazer isso é o YouTube, mas preciso de um planejamento gigante e fico empacado no overthinking, sem agir de verdade. Outras formas de fazer money que eu amo é empreendendo, pois amo ser o dono do meu próprio negócio, odeio ter chefe e horário pra chegar em um lugar e valorizo meu tempo. Fazendo investimentos, pois em algum momento vou querer viver só de renda, e essa forma de fazer dinheiro junto com o empreendimento me permite ajudar muita gente mesmo, através de educação ou investindo nelas, talvez eu pense em seguir uma carreira política no futuro, visando evoluir minha comunidade, cidade, estado e região
No começo do ano eu sonhava em viajar pro exterior e trabalhar lá com programação, fazer muito dinheiro na Europa e voltar, mas aí eu pensei 'vou gastar anos trabalhando com algo que eu apenas gosto (não amo) sendo que eu posso fazer dinheiro fazendo algo que amo, evoluindo as áreas que amo com a consequência que vou demorar um pouco mais pra conseguir esse dinheiro? E decidi mudar de profissão desejada. Já fiz isso umas 6x esse ano, até que estou aqui. Só esse ano já mudei de faculdade desejada umas 10 vezes até desistir. Eu queria uma facul de empreendedorismo mas só tem no sul, porém acho que pego alguma de administração tecnólogo por aqui. Eu pretendo ser bem versátil, pra caso dê ruim no YouTube, empreendimento e investimentos, eu tenha um caminho de saída, uma porta de emergência, mas ainda estou MUITO confuso nessa área que é talvez a mais importante
Penso que se eu morar sozinho vou ter foco 100% em mim, pois um dos maiores problemas que vi é que as pessoas ao meu redor sugam o meu potencial. Desde que minha irmã voltou a dividir quarto comigo quando começou a pandemia, eu venho definhando cada vez mais, comprei The Witcher 3 pra passar a quarentena e todas as minhas metas e meu progresso foram por água a baixo, eu me viciei de novo em jogar mas ultimamente já resolvi. Ela suga minha mente, poluiu meu quarto com as coisas dela e eu não tenho mais espaço nenhum em casa pra fazer minhas coisas. Quando minha madrasta chega a noite eu fico 0% produtivo. O único momento que eu me sinto bem é de madrugada, quando todo mundo tá dormindo e eu consigo usar meu tempo de uma boa forma, ao menos conseguiria se eu não procrastinasse. Atualmente não estou acordando nesse horário pois meu sono está desregulado.
Ultimamente me apaixonei algumas vezes mas não passou de uns meses ficando. Tenho dificuldade pra conhecer pessoas novas, mais ainda de conhecer pessoas que eu me interesso, então acabo ficando carente por bastante tempo, até me apaixonar de novo. Tenho alguns traumas de relacionamentos então me sinto com o pé atrás de namorar de novo, mas queria muito arriscar, só falta a pessoa
Quero morar só, porém pra isso preciso de dinheiro, porém pra ter dinheiro preciso fazer dinheiro, pra fazer dinheiro preciso de espaço pra colocar minha mente no lugar, pra ter esse espaço preciso que minha irmã suma, ou que eu ative algum modo secreto onde eu consiga me esconder em uma bolha pra me desenvolver, ou me suicidar, ou que algum milagre aconteça... Eu não sei o que fazer... Talvez se eu apenas fazer, aconteça...
Como já falei, ainda não pude resolver esse problema familiar pois não costumamos conversar, pra piorar tudo ainda tenho que aturar o namorado dela que é um pé no saco, dormimos nós 3 em um beliche em um quarto de 2m², não vou entrar em mais detalhes pois aí envolve a vida particular dela
No mais eu sou uma pessoa extremamente feliz. Não fico triste com felicidade, as vezes só fico puto com facilidade. Tenho muita dificuldade em chorar, não sei se isso é um traço de frieza, de felicidade ou de pouco espaço pra tristeza, mas no geral as emoções que envolvem relacionamento me afetam muito. Odeio sentir ciúme, odeio me apaixonar e depois perder essa pessoa, são nesses poucos momentos que eu choro de raiva. Tenho alguns muitos amigos e o pico de dopamina produzido pelo meu cérebro é quando estou em festas com eles, me drogando e curtindo. Amo meus amigos demais, a maioria deles fiz na escola e foi a única coisa boa que tirei de lá
Talvez eu conseguisse progredir se simplesmente desistisse de tudo e levasse uma vida genérica. Talvez seria mais fácil se eu pensasse menos e desse menos importância pras coisas, o famoso 'deixa a vida me levar'. Talvez com o tempo minha mente se acostumasse e eu não me importaria mais
Escrever me ajuda muito, então mesmo que não tenha nenhum comentário aqui, isso me ajuda a organizar meus pensamentos
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2020.10.17 05:37 POL4RGTS • 𝗔𝗺𝗮𝗻𝗱𝗮 𝗞𝗻𝗼𝘅. 𝗢 𝗰𝗮𝘀𝗼 𝗽𝗲𝗿𝗳𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗼𝘂 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗰𝘂𝗹𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗺𝗶́𝗱𝗶𝗮? •

Amanda Knox era uma estudante norte-americana de 20 anos que se mudou pra Perugia, Italia para estudar. Tinha duas colegas de quarto. Uma delas, Meredith Kercher. Meredith Kercher tinha 21 anos, Era britânica, também estudante, era carismática e popular. Até o dia 01/11/07, quando foi morta.
Kercher foi morta com 46 facadas pelo corpo, sinais de luta e estupro, mas calma, vamos voltar pra antes do seu corpo ser encontrado.
Amanda, sua colega de quarto trabalhava em um bar e era, digamos, bem namoradeira. 5 dias antes do crime, conheceu um rapaz e começou a namorar. O namorado era Raffaele Sollecito, de 23 anos.
Nesses 5 dias em que Amanda conheceu Raffaele, passou todos na casa dele. Na noite do crime, ela recebeu folga no bar em que trabalhava e, segundo seu depoimento(confirmado pelo namorado), passaram a noite assistindo Amelie Poulain e fumando maconha.
Na madrugada do crime, Knox volta pra casa e vê a porta aberta, mas, na Itália isto é comum e não deu bola. Entrou no banheiro para tomar seu banho e encontrou vestígios de sangue na pia. Ok, achou que alguém se cortou ao depilar as pernas e tomou seu banho.
Ao sair do banho, olhou pro vaso sanitário e ninguém havia dado descarga ai FINALMENTE percebeu que tinha algo errado e resolveu procurar Meredith.
Bateu na porta de Meredith e a chamou. Ninguém atendeu. Assustada, ligou para Raffaele e pediu para ele ir até lá. Rafaelle chega e bate na porta chamando por Meredith, Ainda sem nenhuma resposta liga para a Polícia local.
A Polícia chega e arromba a porta. Está é a cena do crime. Meredith está enrolada no cobertor, 46 facadas, janeça quebrada mas nenhum objeto furtado.
Segundo estudiosos forenses, quando o corpo de uma mulher assassinada é coberto após o crime, há grandes chances do assassino ser uma mulher também. Pois, segundo os mesmos, homens não teriam o instinto de "proteger"a mulher da vergonha de ser encontrada nua.
O que resultou em suspeitarem de quem? Da Amanda, óbvio. Mas o que também causou suspeitas foi, enquanto os policiais investigavam a casa, o casal Amanda e Raffaele trocavam carícias. O que é meio incomum considerando que sua amiga foi brutalmente assassinada na sua casa.
Como era de se esperar a mídia caiu pra cima dela, acusando de promíscua e inventando mil teorias, desde um menage que não deu certo até rituais satânicos.
Claro que o fato que, ao ser chamada na casa para ver se havia alguma faca faltando, Amanda começou a gritar e tapar os ouvidos, como se estivesse lembrando de algo, também colaborou bastante.
Claro que o fato que, ao ser chamada na casa para ver se havia alguma faca faltando, Amanda começou a gritar e tapar os ouvidos, como se estivesse lembrando de algo, também colaborou bastante.
Amanda, em um dos seus vários depoimentos, acusou o dono do bar onde trabalhava, Patrick Lumumba. Knox disse ter visto Lumumba de relance dentro da casa.
Mas! Nesse meio tempo a perícia concluiu que houve crime sexual sim e o DNA de quem foi encontrado? Alguém que não está na história: Rudy Guede. Um amigo de Amanda. O que só ajudou a teoria de um sexo grupal que deu errado demais.
Resumindo: Foi todo mundo pra cadeia.
Um tempinho depois, Amanda retira a versão onde dono do bar esteve na casa e ele é liberado.
Ao periciar o telefone de Meredith, a Polícia encontra uma troca de mensagens com Rudy, onde eles combinavam um encontro na casa dela, na noite do crime.
Versão do Rudy: Eles transaram. Rudy foi ao banheiro. Alguém entrou na casa e matou Meredith. Ele apavorado fugiu de lá.
Penas: Rudy pegou 30 anos por estupro e participar do crime Recorreu e diminuiu a pena para 16 anos.
Amanda e Raffaele foram condenados em 2009, pegaram 26 e 25 anos por assassinato, respectivamente.
Como toda boa história, em 2013 a justiça italiana cancelou a absolvição e em 2014 foram condenados novamente. O que durou pouco tempo já que em 2015 eles absolveram de vez os dois e encerraram o caso.
Outra alegação que pesou bastante a favor da defesa foi o fato que Amanda foi interrogada por 15h sem advogado e sem um tradutor oficial. Defesa é um direito de qualquer cidadão. Mas com o promotor tão convencido que tinha achado o culpado, que não obedeceu a todos requisitos.
Em 2011 o casal teve o recurso da defesa julgado e foram ABSOLVIDOS. O motivo? Pouca amostra de dna na faca, a prova principal. Falta de procedimentos de segurança na hora de recolher as provas pela Polícia local e interferência da mídia no julgamento.
HOJE EM DIA: Amanda terminou os estudos na Universidade de Washington e trabalha em uma livraria. Escreveu o livro "Waiting to be heard" E ano passado estrelou o documentário sobre o caso produzido e exibido pela Netflix.
Sobre Raffaele não se sabe muito Só que vive uma vida simples na Itália Até entrou com um pedido de danos morais mas foi negado.
Agora vem a questão: foi um crime perfeito ou muita especulação midiática?
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2020.10.06 20:47 fallentower Meu namorado (27) diz não ter tempo pra mim (23) por conta dos estudos

Então, nos conhecemos em julho e começamos a namorar praticamente um mês depois. Ele é estudante de medicina e bissexual, eu sou gay e formado em direito estudando pra oab. Nosso primeiro encontro foi sensacional, e praticamente transamos 3 dias depois na casa dele, ele chegou a fazer um jantar com minha comida favorita e trouxe vinho pra esse dia.
Mas agora que ele começou a semana de provas vive não tendo tempo pra mim, mas diz que me ama e que quer muito que moremos juntos. Quando eu envio um áudio ou alguma mensagem ele visualiza e não responde, demora cerca de um dia pra responder, maaas ele vive no twitter interagindo com pessoas da área, inclusive com outros caras gays bem atraentes.
O ápice agora foi que eu mandei um áudio de 1 min pela manhã e ele só abriu a conversa e visualizou sem ouvir, e tá interagindo agora a tarde de boa no twitter, aí fui stalkear o insta dele e percebi que ele acabou de dar like numa foto de um carinho bem malhado, e inclusive seguiu recentemente porque até ontem ele não seguia esse cara.
Edit: Nossas conversas desde que não nos vemos SÓ giram em torno da faculdade dele e sobre ele, mas por ele ter a vida bem mais movimentada que a minha eu acabo ouvindo e comentando de boa.
2º Edit: Ele é bolsista prouni integral na faculdade, não sei se interfere em algo mas talvez seja bom dizer.
Detalhe, ele disse que só vai poder me ver dia 24 de out, sendo que estamos há umas 3 semanas sem nos ver.
Gostaria de saber a opinião de vocês sobre isso, não me considero muito experiente porque é basicamente meu segundo namorado, e perdão pelos possíveis erros na publicação do post, não uso muito o reddit. Me ajudem!
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2020.08.05 00:45 DiegoROCCO Erros gramaticais comuns 1

Olá, estudantes da língua portuguesa! Neste artigo, falarei sobre alguns erros gramaticais bem comuns, cometidos, inclusive, por falantes nativos. Então, vamos lá!
1° erro: vocativo
Vocativo é um termo que diz com quem o emissor (a pessoa que fala ou escreve) está se comunicando. Suponha que você tenha um amigo chamado Marcelo, e deseja saber se ele vai à festa que acontecerá hoje à noite. Pode perguntar a ele ''Marcelo, você vai à festa hoje à noite?''. Repare que a palavra Marcelo diz com quem o emissor (no caso, você) se comunica, por isso ''Marcelo'' é um vocativo. Repare também que os vocativos sempre aparecem isolados por vírgula, uma vez que, sintaticamente falando, eles não se relacionam com os demais termos da oração.
Observação: o vocativo não precisa aparecer necessariamente no começo da frase, podendo ser deslocado: ''Você, Marcelo, vai à festa hoje à noite?'', ''Você vai à festa hoje à noite, Marcelo?''.
2°erro: sujeito, verbo e vírgula
É comum ver as pessoas separando um sujeito de seu verbo (ou locução verbal) por vírgulas. Isso constitui erro: ''Todos os alunos daquele professor, entenderam a explicação (errado)'', ''Todos os alunos daquele professor entenderam a explicação (certo)''.
Observação: muitos empregam a vírgula considerando-a como uma mera pausa. Aqui vai um fato, talvez chocante: a colocação da vírgula só será feita de maneira correta, se seu usuário souber bem análise sintática, pois ela está relacionada à sintaxe. Por isso nunca a empregue buscando dar uma pausa no seu discurso onde o leitor possa ''respirar''. Claro que às vezes ela é facultativa, e seu uso, de fato, concede ao leitor um momento onde ele possa ''recuperar o fôlego''. No entanto, se quer saber usá-la bem, estude sintaxe, estude sujeito, verbo, adjuntos adverbiais, orações, pois assim possuirá uma boa base para saber usar a vírgula corretamente.
3° erro: fazer, haver, chover e ser
Esses três podem atuar como verbos impessoais, que são verbos sem sujeito. Pense assim: para encontrar o sujeito de um verbo ou locução verbal, basta lhe perguntar ''O quê?'' ou ''Quem?''. Veja:
Eu comprei dois livros novos. (Quem comprou dois livros novos? Resposta: eu. Logo ''eu'' é o sujeito)
Maria e Catarina se amam muito. (Quem se ama muito? Resposta: Maria e Catarina. Logo ''Maria e Catarina'' é o sujeito)
Bem simples, não? Repare que nestas frases, a pergunta fica sem resposta:
Chove muito em lugares úmidos. (O que/Quem chove muito? O tempo? O clima? O céu? Deus? Sem resposta, logo sem sujeito)
Faz dez anos que não a vejo. (mesma coisa)
É uma hora e meia. (mesma coisa)
Há pessoas boas no mundo. (mesma coisa)
Observação: nessa oração, considera-se ''pessoas boas'' objeto direto do verbo haver; ''no mundo'' é adjunto adverbial de lugar.
Observação: por serem verbos impessoais, não possuem sujeito com o qual poderiam concordar, logo ficam na terceira pessoa do singular.
Observação: alguns verbos, originalmente impessoais, podem adquirir sujeito (ocorre principalmente em sentido conotativo). Nesses casos, como têm sujeito, devem concordar com ele em número e pessoa:
Choveram, na prova do professor Xavier, questões difíceis. (O que choveu na prova do professor Xavier? Resposta: questões difíceis. Logo ''questões difíceis'' é o sujeito) Repare que, como o sujeito está no plural, o verbo também está, concordando com ele.
Outro exemplo muito bom:
Fazem dez anos de casamento João e Maria. (vou deixar a análise desse com você)
Observação: cuidado com o verbo ser! Quando ele é um verbo impessoal, geralmente expressa as seguintes ideias: tempo, distância, hora ou data. Tais ideias se encontram no predicativo do sujeito, com o qual o verbo ser concorda:
É uma hora. (predicativo no singular, verbo no singular)
São nove horas (predicativo no plural, verbo no plural)
Hoje é um de maio (predicativo no singular, verbo no singular)
Hoje são dois de maio (predicativo no plural, verbo no plural)
Daqui à Cidade são dez quilômetros. (idem)
É frio aqui. (predicativo no singular, verbo no singular)
Observação: quando estiver acompanhado da palavra dia, indicando data, ficará no singular:
Hoje é dia 2 de maio.
Isso acontece porque agora o núcleo do predicativo é ''dia'', palavra que determina a concordância e está no singular. ''2 de maio'' é apenas um aposto especificativo.
Observação: eu disse anteriormente que o verbo ser concorda com o predicativo do sujeito. Se ele é impessoal, não tem sujeito, logo não deveria existir predicativo do sujeito. Também acho, mas é assim que a gramática tradicional manda classificar.
4°erro: verbo assistir
Trata-se de um verbo que, com o seu sentido mais comum (=ver, presenciar), é VTI (Verbo Transitivo Indireto), pedindo a preposição a. Veja:
Eu assisti o filme. (errado)
Eu assisti ao filme. (correto)
5°erro: namorar com
Trata-se de registro coloquial. A forma aceita pela gramática tradicional é VTD (Verbo Transitivo Direto). Repare:
Eu namoro com a garota mais linda da escola. (errado)
Eu namoro a garota mais linda da escola. (certo)
Ficarei por aqui. Até a próxima!
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2020.07.29 01:02 heartlessncold Problemas familiares

Desde que eu me entendo por gente, minha mãe sempre me cobrou que eu agisse da forma como ela bem entendesse e, quando isso não acontecia, ela me manipulava/reprimia ou até mesmo me tirava coisas básicas (tipo aqueles pais que não te deixam jantar porque brigaram com você).
Quando fui crescendo, fui percebendo certos sinais disso e comecei a mentir para me livrar de certas exigências dela. Eu não podia, mesmo indo e voltando sozinha da escola (que era no centro do rio de janeiro) sair com as minhas amigas, ter um namorado e nem nada disso até os meus 18 anos. Mentia para conseguir sair, mentia para conseguir namorar e tudo isso (e sim, sei que isso é errado, mas era o jeito que eu encontrava na época).
O período maior de privações que ela me fazia passar em relação a vida social e amorosa só afrouxou quando eu fiz 18 e entrei pra faculdade. Mas, ainda assim, ela tenta me manter sob o controle dela das formas mais manipuladoras possíveis - recentemente até admitiu que fez de tudo pra eu terminar um namoro que tive em 2018.
Bom, agora eu estou namorando outra pessoa, que é totalmente livre e tem uma ótima relação comigo e com as pessoas ao seu redor. Porém, quando essa pessoa está perto dos meus pais, eles fazem questão de que a conversa envolva apenas eles e meu namorado, me excluindo totalmente de algo que eu deveria participar. Isso me deixa triste e, acima de tudo, incomodada porque, na verdade, o namorado é meu.
Pois bem. Esse fim de semana meus pais viajaram e voltaram domingo à tarde e meu namorado estava aqui (eles sabiam disso). Dessa vez, eles não conversaram muito com ele porque foram fazer as coisas deles e eu pensei "ah, tudo bem, eles devem ter percebido que não é pra ficar alugando o cara enquanto ele tá aqui claramente por causa de mim".
Nada disso.
Ontem eles começaram uma briga horrível comigo, me xingando e dizendo que eu sou uma filha da puta incapaz, arrogante de merda e que eles esperam que eu me foda muito pra perceber que nem eles próprios estarão ali por mim. Inclusive, falam que eu nunca consegui nada sozinha, que foi tudo eles que me deram (isso porque eles são professores e eu sou estudante de direito - ou seja, são áreas totalmente diferentes e que eles nunca sequer entraram em contato. Além disso, eu estudei a vida toda em instituições públicas, elaborei meus projetos e fiz minhas coisas sempre sozinha). Desde ontem, sinto vontade de sumir dessa casa mas, infelizmente, não tenho recursos financeiros pra isso - até porque, eles deixam bem claro que vão virar as costas pra mim se eu sair de casa.
Já tentei conversar, mostrar meu ponto de vista, buscar um ponto comum mas, sempre que isso acontece, eles me mandam calar a boca e todos os xingamentos retornam. Não sei mais o que fazer. Não consigo atendimento psicológico e estar 4 meses em casa com eles só piora tudo. Sinto saudades da vida normal justamente porque não precisava aturar esse tipo de coisa o dia inteiro.
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2020.05.28 02:25 justspecialk Sou o único que nunca ultrapassou o primeiro amor?

Há 5 anos, com 18 anos frescos, entrei na universidade e apaixonei-me pela primeira vez. Já tinha tido namoricos e casos ligeiros com outras raparigas pela minha adolescência, mas aquela foi completamente diferente em todos os aspetos, foi responsável pela criação de toda uma nova abrangência de vivências.
Ambos éramos caloiros, estudantes deslocados numa nova cidade, e fizemos a praxe juntos. Calhava que as nossas casas convergiam no mesmo caminho para a faculdade e rapidamente começámos a ir juntos de e para as aulas. Numa dessas caminhadas, e enquanto escrevo isto quase sinto que estou lá fisicamente caminhando com ela ao meu lado, senti pela primeira vez, sei lá, aquilo que chamam "amor" - algo muito forte, que me cativava imensamente para ela e que guardo com uma nostalgia quase física que me arranca uma lágrima, mesmo 5 anos depois.
Começámos a namorar como brincadeira de adolescentes: mensagens a toda a hora, beijinhos, ir a festas de caloiros e ficar em casa um do outro provocando-nos fisicamente... Coisas banais, mas que na altura eram novidade. Foda-se quase que choro ao lembrar-me disto. Nunca mais senti algo assim com ninguém, mesmo tentando.
Durou praticamente um semestre. Ela foi-se embora no Natal para mudar de faculdade e seguiu a sua vida numa cidade diferente. Parou de falar comigo uns meses mais tarde de forma um pouco abrupta. Acho que outra pessoa tinha entrado na vida dela e eu aceitei isso. Mas foda-se custou tanto.
Um ano mais tarde fui a uma queima de um amigo na (nova) cidade onde ela se encontrava a estudar. Combinámos um café e rapidamente recordámos o nosso ano de caloiros e bla bla bla as coisas normais. Na despedida reparei que ela estava bastante emocionada. Abraçou-me e começou a chorar, pediu-me desculpa por ter parado de falar comigo e que na verdade nunca tinha conseguido bem ultrapassar aquilo que tivemos. Essa merda tocou-me porque era exatamente o que eu sentia e também me emocionei um bocado. Mas ficou por aí e não demos continuidade.
Agora, passado 5 anos, ainda não ultrapassei isso completamente. Já tive mais namoros, mas nada como o que senti da primeira vez. Foda-se isso deixa-me tão incompleto. Nunca mais nos vimos desde esse café e hoje quase já não falamos, exceto o cordial "feliz aniversário", mas ainda penso nela por vezes com imensa saudade.
Será que nunca vou realmente ultrapassar o primeiro amor?
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2020.05.22 18:26 jaoherico Dae, tais sem nada pra fazer, né? Sabia! Então... fiz esse continho aqui pra você ler e não morrer de tédio. Não precisa agradecer. Fiz sobre o "tópico da semana" do sub r/escrita. É sobre ficção científica, porém tentei não me limitar muito ao tema e explorar mais um realismo fantástico.

A NOVA COLÔNIA, parte I
Conto por João Antonov
Em 22 de abril de 2015 eles chegaram. Clara se lembrava bem do dia. Ainda estava no primeiro semestre da faculdade de medicina. A notícia virou o mundo de cabeça para baixo. E quando os aliens começavam a se espalhar e a se instalar em diversas partes do globo, a realidade era tão fantasiosa e impalpável que Clara sentia que, a qualquer momento, acordaria daquele sonho estranho. Só quando eles chegaram em Manaus e lá fundaram a sede da onde explorariam e exportariam mais da metade da Amazônia, ela passou realmente a cogitar essa realidade que viam seus olhos. Um fio quente de consciência quebrava toda a calmaria na qual sua medrosa passividade a deixava. Tudo iria realmente mudar, e ignorar a verdade não lhe seria, dessa vez, útil.
No começo tudo era estranho e, de certa forma, tosco. Os extraterrestres com dificuldade entendiam as milhares de línguas terráqueas e suas variações, por isso economizavam esforços, por exemplo, transmitindo seus comunicados em português de Portugal para os Brasileiros. Era vistoso que, assim como para os humanos, essa era uma experiencia relativamente nova para eles.
Em 2013 foi quando Clara conheceu Magnus. Os dois estavam no cursinho pré-vestibular e tentavam para medicina na UFAM (universidade federal do Amazonas). Após o súbito enlace de uma forte amizade, começaram a namorar nesse ano. Magnus era grande, um dos mais altos da sala, nessa época era muito mais magricela e até desengonçado. Clara atraiu-se por sua inteligência e dedicação, coisa que, com sua plácida e ensossa beleza, não encontrava nos meninos que conseguira fisgar durante o ensino médio. Apesar disso, em 2014 fazia 3 anos em que Magnus estava preso no cursinho tentando passar para medicina, foi quando mudou radicalmente de curso. Optou por seguir aquele assunto que assombrava todas as suas conversas de maior relevância e interesse. Só ao se abrir com Clara, coisa que nunca fez com tanta sinceridade com outra pessoa, que essa sombra se transmutou de um devaneio inconveniente para a ambição profissional e pessoal de Magnus. Clara o apoiou muito nessa época, e pode ver aquele menino embaraçado e desengonçado se desenvolvendo paulatinamente num homem corajoso quando disse ao seus pais que seu maior interesse era a política. Ela, contudo, continuou tentando para medicina, esse foi seu segundo ano de tentativa. Os dois passaram para a UFAM, ele para relações internacionais e ela seria médica.
O verão de 2014 para 2015 foi o melhor de suas vidas. Clara cultivava uma estima inaugural por aquele broto de menino que desabrochava sua bruta coragem. Magnus, ao passo que perscrutava seu cerne com auxilio de sua namorada, se tornava aquele tipo de rapaz hostil, não em prol de sua vaidade, mas inamistoso com injustiças. Clara, que era medrosa, tímida e condescendente, admirava a determinação do namorado contra as falsas e cordiais concordâncias, ainda mais quando sabia que fora ela quem impeliu essas características a luz da personalidade. Apesar disso, conhecia bem seu lado inseguro, indefeso, também como o alvo de seu amor, nobre, assim como o motivo central de sua luta.
Magnus naturalmente tinha o gênio de se inclinar para as militâncias esquerdistas das faculdades federais. Ele mal teve tempo de viver elas no seu estado natural, pois logo os aliens chegaram. Como os extraterrestres se mostraram toscos e desajustados em sua forma de dominação, os estudantes federais, junto de outros grupos simpatizantes, aproveitaram-se dessas fraquezas e protestaram contra os atos de injustiça e a escravidão que alguns aliens principiavam a introduzir em Manaus. Clara, prudente até demais, no começo não seguia o namorado para a rua manifestar, apesar de incentiva-lo. Os aliens passaram a encararam a força estudantil como um adversário respeitável, pela sua inflexibilidade e brio, e amenizaram as injustiças, mudando de uma estratégia completamente opressora para uma na qual tratava os humanos Manauenses quase como cidadãos com menos direitos. Só assim que Clara viu a importância dessas manifestações e seguiu seu namorado em cartazes e bandeiras. Magnus se tornava de suma importância para a organização dos protestantes.
Foi então que os ataques rebeldes começaram, em todo o mundo, lá por maio de 2016. Os que, antes da colonização, eram direitistas e conservadores, condenaram os ataques como sendo extremistas e injustos com os aliens, que nos tinham cedido certas regalias políticas enquanto poderiam ter simplesmente nos exterminados. Os estudantes aderiram incontestavelmente a causa. Clara voltou a ficar em cima do muro e não soube se era realmente certo apoiar os rebeldes, que, apesar de lutar por liberdade humana, causavam muitas mortes e desentendimento.
Foi logo mais tarde, 2017, quando também Magnus abandonara as passeatas. Entretanto, nunca deixou de ter sua opinião política muito forte. Começava a ficar realmente robusto e corpulento, com o rosto forçudo. Não era mais o menino magricela do cursinho. O súbito abandono das passeatas estranhou Clara, como também uma repentina mudança em seu comportamento.
Magnus começava a sumir de repente, a voltar muito mais tarde da faculdade, a falar ao telefone longe da namorada, a botar senha nos seus computadores. Clara desconfiava dele, ainda mais quando via nitidamente que alguma coisa ele escondia. 2017 e 2018 foram anos bem conturbados no namoro deles. Clara exigia por explicações e Magnus balbuciava histórias frágeis. Chegaram até mesmo a terminar, mas nunca de se amar. Voltaram, então, em 2019. Magnus sofria muito sem ela. Percebia que o motivo de sua luta era pelas coisas que amava, e ele amava Clara. Voltaram, não com a mesma intensidade. Magnus, assustado com a tibieza do relacionamento, pediu a mão de Clara. Ela concordou no tudo ou nada e nas promessas de mudança dele, acreditou, mesmo com um pingo de desconfiança, que não houve traição. Se mudaram da casa dos pais e foram tentar a vida de noivos num apartamento próprio. Ele e ela cursavam já o doutorado.
Gostou? Essa é só a primeira parte. Se você quer continuar lendo, comenta que eu posto as sequencias ou manda direct pra eu te passar o pdf por email. Obrigado pelo interesse :)
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2020.05.22 18:19 jaoherico Dae. Tais sem nada pra fazer ai dnv, né? Então, escrevi esse conto baseado no "tópico da semana" do sub r/escrita . Basicamente, é meio que ficção científica, mas tentei não me limitar muito ao tema. Se você é de Manaus e não se sentir aqui representado, me desculpa e gostaria de saber porque.

A NOVA COLÔNIA, parte I
Conto por João Antonov
Em 22 de abril de 2015 eles chegaram. Clara se lembrava bem do dia. Ainda estava no primeiro semestre da faculdade de medicina. A notícia virou o mundo de cabeça para baixo. E quando os aliens começavam a se espalhar e a se instalar em diversas partes do globo, a realidade era tão fantasiosa e impalpável que Clara sentia que, a qualquer momento, acordaria daquele sonho estranho. Só quando eles chegaram em Manaus e lá fundaram a sede da onde explorariam e exportariam mais da metade da Amazônia, ela passou realmente a cogitar essa realidade que viam seus olhos. Um fio quente de consciência quebrava toda a calmaria na qual sua medrosa passividade a deixava. Tudo iria realmente mudar, e ignorar a verdade não lhe seria, dessa vez, útil.
No começo tudo era estranho e, de certa forma, tosco. Os extraterrestres com dificuldade entendiam as milhares de línguas terráqueas e suas variações, por isso economizavam esforços, por exemplo, transmitindo seus comunicados em português de Portugal para os Brasileiros. Era vistoso que, assim como para os humanos, essa era uma experiencia relativamente nova para eles.
Em 2013 foi quando Clara conheceu Magnus. Os dois estavam no cursinho pré-vestibular e tentavam para medicina na UFAM (universidade federal do Amazonas). Após o súbito enlace de uma forte amizade, começaram a namorar nesse ano. Magnus era grande, um dos mais altos da sala, nessa época era muito mais magricela e até desengonçado. Clara atraiu-se por sua inteligência e dedicação, coisa que, com sua plácida e ensossa beleza, não encontrava nos meninos que conseguira fisgar durante o ensino médio. Apesar disso, em 2014 fazia 3 anos em que Magnus estava preso no cursinho tentando passar para medicina, foi quando mudou radicalmente de curso. Optou por seguir aquele assunto que assombrava todas as suas conversas de maior relevância e interesse. Só ao se abrir com Clara, coisa que nunca fez com tanta sinceridade com outra pessoa, que essa sombra se transmutou de um devaneio inconveniente para a ambição profissional e pessoal de Magnus. Clara o apoiou muito nessa época, e pode ver aquele menino embaraçado e desengonçado se desenvolvendo paulatinamente num homem corajoso quando disse ao seus pais que seu maior interesse era a política. Ela, contudo, continuou tentando para medicina, esse foi seu segundo ano de tentativa. Os dois passaram para a UFAM, ele para relações internacionais e ela seria médica.
O verão de 2014 para 2015 foi o melhor de suas vidas. Clara cultivava uma estima inaugural por aquele broto de menino que desabrochava sua bruta coragem. Magnus, ao passo que perscrutava seu cerne com auxilio de sua namorada, se tornava aquele tipo de rapaz hostil, não em prol de sua vaidade, mas inamistoso com injustiças. Clara, que era medrosa, tímida e condescendente, admirava a determinação do namorado contra as falsas e cordiais concordâncias, ainda mais quando sabia que fora ela quem impeliu essas características a luz da personalidade. Apesar disso, conhecia bem seu lado inseguro, indefeso, também como o alvo de seu amor, nobre, assim como o motivo central de sua luta.
Magnus naturalmente tinha o gênio de se inclinar para as militâncias esquerdistas das faculdades federais. Ele mal teve tempo de viver elas no seu estado natural, pois logo os aliens chegaram. Como os extraterrestres se mostraram toscos e desajustados em sua forma de dominação, os estudantes federais, junto de outros grupos simpatizantes, aproveitaram-se dessas fraquezas e protestaram contra os atos de injustiça e a escravidão que alguns aliens principiavam a introduzir em Manaus. Clara, prudente até demais, no começo não seguia o namorado para a rua manifestar, apesar de incentiva-lo. Os aliens passaram a encararam a força estudantil como um adversário respeitável, pela sua inflexibilidade e brio, e amenizaram as injustiças, mudando de uma estratégia completamente opressora para uma na qual tratava os humanos Manauenses quase como cidadãos com menos direitos. Só assim que Clara viu a importância dessas manifestações e seguiu seu namorado em cartazes e bandeiras. Magnus se tornava de suma importância para a organização dos protestantes.
Foi então que os ataques rebeldes começaram, em todo o mundo, lá por maio de 2016. Os que, antes da colonização, eram direitistas e conservadores, condenaram os ataques como sendo extremistas e injustos com os aliens, que nos tinham cedido certas regalias políticas enquanto poderiam ter simplesmente nos exterminados. Os estudantes aderiram incontestavelmente a causa. Clara voltou a ficar em cima do muro e não soube se era realmente certo apoiar os rebeldes, que, apesar de lutar por liberdade humana, causavam muitas mortes e desentendimento.
Foi logo mais tarde, 2017, quando também Magnus abandonara as passeatas. Entretanto, nunca deixou de ter sua opinião política muito forte. Começava a ficar realmente robusto e corpulento, com o rosto forçudo. Não era mais o menino magricela do cursinho. O súbito abandono das passeatas estranhou Clara, como também uma repentina mudança em seu comportamento.
Magnus começava a sumir de repente, a voltar muito mais tarde da faculdade, a falar ao telefone longe da namorada, a botar senha nos seus computadores. Clara desconfiava dele, ainda mais quando via nitidamente que alguma coisa ele escondia. 2017 e 2018 foram anos bem conturbados no namoro deles. Clara exigia por explicações e Magnus balbuciava histórias frágeis. Chegaram até mesmo a terminar, mas nunca de se amar. Voltaram, então, em 2019. Magnus sofria muito sem ela. Percebia que o motivo de sua luta era pelas coisas que amava, e ele amava Clara. Voltaram, não com a mesma intensidade. Magnus, assustado com a tibieza do relacionamento, pediu a mão de Clara. Ela concordou no tudo ou nada e nas promessas de mudança dele, acreditou, mesmo com um pingo de desconfiança, que não houve traição. Se mudaram da casa dos pais e foram tentar a vida de noivos num apartamento próprio. Ele e ela cursavam já o doutorado.
Gostou? Essa é só a primeira parte. Se você quer continuar lendo, comenta que eu posto as sequencias ou manda direct pra eu te passar o pdf por email. Obrigado pelo interesse :)
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2019.09.29 19:02 Bu3n00 Os verdadeiros criminosos

A coluna de hoje tem uma particularidade. Escrevi para quem não lê jornal, gente com menos de 20 anos que se informa pela internet.
Quando tinha a idade de vocês, eu era tímido, envergonhado e inseguro. Me achava muito alto, magro, desengonçado, meio feio, meio ridículo.
Quando entrava no cinema, num restaurante ou em espaços públicos com pessoas desconhecidas, achava um jeito de correr para a cadeira mais próxima que me escondesse dos olhares alheios. Era campeão de sentar junto à porta do banheiro de restaurante, na mesa que batia sol, atrás da coluna que encobria parte da tela.
Nas festas era um inferno. O que fazer com as mãos?
Enfiava no bolso, retirava, cruzava os braços, descruzava, encostava na parede, desencostava, segurava o queixo. Sentia que todos percebiam meu desconforto.
Aos 17 anos, comecei a fumar. O cigarro trouxe alívio. Mal chegava à festa, tirava o isqueiro, pegava o maço, acendia um e dava uma tragada cinematográfica. Por alguns minutos, pelo menos, uma das mãos ficava entretida no ritual que a televisão e o cinema exibiam com mulheres de olhares lânguidos e lábios sensuais, e homens maduros que montavam cavalos afoitos e pilotavam conversíveis ao lado das mulheres de olhares lânguidos e lábios sensuais.
No início, fumava apenas nas festas, depois, ocasionalmente, quando um amigo me oferecia, mais por exibicionismo, para mostrar que era adulto. Quando dei por mim, já tinha caído na mão do fornecedor: um maço por dia, todos os dias.
Passei 19 anos escravizado pela dependência de nicotina, droga maldita que vicia mais do que o crack. É a única que provoca crises de abstinência que se sucedem em minutos. Só quem passou por uma delas sabe o desespero que dá. A ansiedade e a irritação tomam conta da gente. Você não consegue se concentrar, estudar, ler, conversar ou namorar —a única forma de fugir daquele suplício é fumar.
Crises de abstinência de maconha, cocaína ou anfetamina são brincadeiras de criança perto das que a nicotina dispara dez, 20, 30 vezes por dia. Resistir a elas é tão desumano que menos de 10% dos que tomam coragem para enfrentá-las com determinação, continuam abstinentes 12 meses mais tarde.
Larguei do cigarro muito antes de vocês nascerem. Hoje, a fumaça me incomoda, mas se eu der uma tragada por brincadeira, vou para a padaria comprar um maço. Você deixa de ser fumante, mas carrega a dependência pela vida toda.
Felizmente, a geração de vocês foi informada dos malefícios do fumo. Um trabalho persistente da sociedade brasileira conseguiu desmascarar a publicidade criminosa que associava o cigarro ao estilo de vida das mulheres maravilhosas e dos homens sedutores, para reduzi-lo ao que realmente é —um vício chinfrim que deixa você com mau cheiro, hálito repulsivo, pele doentia e, mais tarde, com as piores doenças que conheci na medicina.
Valeu o esforço educativo. Hoje, menos de 10% dos brasileiros com mais de 15 anos são fumantes.
Éramos 60% na minha adolescência. Agora, fumamos menos do que os americanos e do que em todos os países da Europa.
Há anos repito que a indústria do fumo é a mais criminosa da história do capitalismo ocidental.
Inconformada com a diminuição das vendas, desenvolveu uma estratégia demoníaca para assegurar seus lucros imorais: o assim chamado cigarro eletrônico, na verdade mero dispositivo para administrar nicotina.
O objetivo é arregimentar multidões de crianças e adolescentes, dando-lhes a ilusão de que consomem um produto que não faz mal à saúde.
Olha o que aconteceu com os americanos. Mais de 25% dos estudantes com menos de 15 anos fumam eletrônicos, vendidos em cerca de 20 mil lojas, que rendem anualmente aos criminosos U$ 2,6 bilhões (cerca de R$ 11 bi), arrecadados às custas de uma legião de 10 milhões de dependentes.
Até a semana passada, apenas nos Estados Unidos, o dispositivo apregoado como inofensivo havia causado 530 internações e oito mortes por insuficiência respiratória aguda.
No Brasil, a venda dessa invenção diabólica está proibida, mas cada vez mais adolescentes fumam dispositivos contrabandeados ou vendidos pela internet. Muitos têm 11 ou 12 anos de idade. São meninas e meninos ingênuos, que perderão a liberdade de viver longe da nicotina.
Não caia nessa. Ser jovem, inexperiente, tudo bem. Trouxa, não.
Por Drauzio Varella
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2019.08.31 05:36 1llu5100n Primeira Briga

Ja contei aqui de como comecei a Namorar com uma garota q eu mentia durante a Infancia/Adolescencia....
Bom ambos somos estudantes de Direito e nossas faculdades que são diferentes mas possuem o mesmo padrão resolveram fazer um juri-simulado enfim nesse teatrinho eu fiz o papel de Advogado de Acusação representando a minha faculdade e minha namorada fez representou o Advogado de Defesa...desde o inicio eu falei que iria desistir de participar do juri simulado...não queria enfrentar ela cheguei a conversar com ela sobre mas ela ficou falando que seria legal isso não iria influenciar em nosso relacionamento e nada aconteceria.
Chegou o dia do juri-simulado começamos a fazer nossos papeis todo aquele show...ela mostrando o melhor lado de futura advogada que ela tem(afinal esse e o sonho dela) e eu fazendo meu papel de um possível futuro advogado(não faço o curso pra ser advogado, faço pra outras finalidades) só que meu pai e um excelente Advogado e ele foi pra assistir o tal juri-simulado e quando eu vi ele la sentado assistindo eu resolvi ser "igual a ele" e me vestir de Advogado tanto que exagerei em minhas falas qual eu sei que mesmo sem querer eu Ofendi ela...quando terminei minha fala, ela pediu pra sair...e ai eu percebi que tinha feito algo errado.
Na mesma hora eu fui atras dela pra me desculpar pela forma q tratei ela...encontro ela no hall da faculdade chorando. Acho que nunca me senti tão mal por ver alguém chorar principalmente alguém que eu amo, eu pedi desculpas ela falou q não tinha problema, pq afinal aquela era a finalidade do trabalho...ver dois estudantes de direito se digladiando...voltamos até o auditório pra ver a sentença final qual a minha faculdade ganhou...mas isso nem importava pra mim fiquei bastante triste por ter feito ela chorar depois de dar um tempo por la com os professores elogiando a mim e a ela resolvemos sair pra jantar.
Percebi que ela ficou um pouco distante, resolvi falar sobre uma viagem q eu e ela estávamos planejando, ela continuou distante indo pra casa ainda percebendo q ela ainda estava chateada com o que aconteceu resolvi ficar calado chegamos em casa ela ainda estava distante e resolveu ir pra casa da mãe...isso foi por volta de meia noite...fiquei preocupado pq ela não quis que eu a levasse, e ela parou de me responder no WhatsApp.
Passei a noite toda acordado pensando na besteira que fiz mesmo sabendo que a culpa não era total minha mas mesmo assim fiquei inquieto...amanheceu o dia e nada de responder as minhas mensagens...então resolvi mandar flores pra ela...rosas negras com um cartão que dizia "sei que fui um babaca e não devia ter te tratado como tratei, te amo"
Voltei a focar no meu trabalho...pra ver se tiro isso da cabeça ate que voltei pra casa...e tive uma bela surpresa ela tava la deitada no sofá brincando com o Brian (nosso cachorro) ela levantou me abraçou e também pediu desculpas e parece que meu mundo voltou ao normal...terminamos a noite dividindo Whisky e cigarros ouvindo musicas idiotas na varanda.
Com essa primeira briga do meu primeiro relacionamento...eu aprendi que...por mais q a culpa não seja sua, ou só sua se vc poder pedir desculpas e dar o primeiro passo pra uma conciliação faça isso...assumir culpa não doi.
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2018.08.11 05:10 oDesconhecido Indecisões, incertezas e maneiras de agir.

Tenho 15 anos e estou no primeiro ano do ensino médio, meu pais são separados há quase 4 anos e moro com a minha mãe. Recentemente um pensamento anda tomando conta de mim "Será que é isso que devo fazer?", "Sou diferente dos outros da minha idade?" e outros tipos semelhantes, as vezes eu me comparo com meus colegas da escola e pessoas que tem a mesma idade que eu, sempre nessas comparações eu percebo o quão estranho/diferente eu sou, meus colegas saem pra festas, vão beber, namorar e outras coisas, eu apenas vou para escola (cumprir minhas obrigações como estudante) e fico entocado dentro de casa muitas vezes na frente do computador, não saio para festas (aliás nunca fui na verdade), não bebo e não namoro (nunca namorei na verdade), em outras palavras, minha vida é ficar dentro de casa na frente de um computador muitas vezes fazendo nada, minha mãe já me falou "Você vai morrer na frente desse computador" eu sei que ela fala pro meu bem, mas eu não consigo agir igual uma "pessoa normal" da minha idade.
Na escola eu sou muito recluso, quando bate a hora do intervalo eu sempre fico sentado na cadeira, desde o momento que chego até o fim da aula, converso com algumas pessoas, mas sempre é o mesmo grupo de pessoas, desde que começou o período letivo esse ano eu nunca fui para uma aula de educação física, não que eu seja ruim em esportes nem nada, mas é que eu realmente não consigo me sentir confortável. O que devo fazer? Devo mudar meus hábitos? talvez isso seja loucura de adolescente ou algo do tipo, mas realmente eu não sei o que fazer.
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